10 agosto 2006

Preocupaçoes

O jogo com os austríacos foi fraquinho.
Claro que o inicio da época tem sempre os seus problemas. E acreditamos sempre que a equipa pode recuperar.
Os adeptos deixam de acreditar quando não vêm nada que os entusiasme. Mas o pior é que, muitas vezes, são os jogadores a não acreditar na equipa. E não é por qualquer má vontade, mas sim por eles saberem mais de futebol do que os adeptos. Quando os jogadores sabem que a equipa é fraca é quase impossível motiva-los para grandes façanhas. A motivação não se faz no vazio, é suportada por factos visíveis.
Por vezes, ter dois ou três grandes jogadores na equipa é a melhor maneira de fazer acreditar os restantes que a equipa, se eles se aplicarem, pode ir longe.
Ao Benfica faltam algumas referencias que motivem. Não as tendo, é mais importante que o colectivo comece a aguentar-se. Se o colectivo não se aguenta logo de inicio o caso complica-se.
Não tendo dois ou três grandes jogadores que dêem confiança têm de acreditar que juntos podem fazer qualquer coisa, mas para ganharem essa confiança precisam de bons resultados. Motivar uma equipa sem grandes jogadores é mais difícil do que motivar uma que os tenha. Equipas sem grandes jogadores estão sujeitas a grandes oscilações ao longo do ano. Foi o que se viu nos últimos 3 anos. Basta um mau jogo para a equipa ir ao fundo e ficar por lá uma eternidade.
As indecisões de inicio de ano com quem sai e quem entra não ajudaram nada. É outra lacuna que se repete nos últimos anos. A indefinição da equipa arrasta-se demasiado tempo.
A época seguinte começa nos anos anteriores. É um trabalho permanente que exige pessoas, organização, pesquisa, referenciação de jogadores, etc. Não é um trabalho que se entrega a um senhor durante as férias. Ora parece que começam a pensar na época em Junho ou Julho. Dá a impressão de pesca à linha e..., com mosquito.
Tudo indica que no Benfica há demasiado individualismo e falta de estruturas que estejam muito para lá das direcções e das equipas técnicas que entram e saem.
Mas enfim. Tenhamos esperança no que temos.

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